domingo, 28 de agosto de 2011

Sobre as Relações humanas

Manhã de sexta num orfanato público em São Paulo.
Rafael brinca no playground junto com outras crianças, natural afinal ele tem 10 anos e quer mais é brincar.
Mário é o zelador do orfanato desde que Rafael chegou, eles se tornaram amigos, conversam por horas durante todos os dias. Mário ajuda Rafael nos deveres da escola, e Rafael ouve Mário sobre seus problemas.
Amanhã será sábado dia de visitas, e Rafael já sabe que será adotado mas ao contrário das outras crianças ele não conhece seus pais adotivos, foi até Mário para contar. O amigo felicitou-o e disse que gostaria de estar lá para conhecer os felizardos, conversaram por horas sobre as expectativas e sobre os medos, Rafael pediu que Mário fizesse um esforço para acompanhá-lo naquele momento especial. Ficou combinado que Mário estaria lá para ajudar e também para se despedir.
Manhã de sábado, Rafael agurada ansioso pela chegada de seus pais adotivos e Mário está do seu lado, segurando sua mão, passam-se horas e nada dos pais chegarem, Rafael se entristece e Mário está lá, ajudando, conversando, acaba o horário de visitas, Rafael está chorando, seus pais desistiram dele.
O diretor do orfanato chega, comprimenta Mário, abraça Rafael e pergunta:
- Vocês não vão pra casa?
Mário responde:
Eu estava ensinado ao meu filho que por maior que sejam nossas frustações, podemos sempre contar com o apoio de alguém, acho que ele aprendeu.
E assim o novo pai, e o novo filho foram para sua nova casa.
É isso crianças, por mais que estejamos tristes, tem sempre alguém olhando por nós.
Boas estradas.

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